TOGETHER WE ARE STRONGER

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DIÁRIO DE UM VISLUMBRE DE MUNDO MELHOR

Na semana de 13 a 18 de maio de 2025, o Agrupamento de Escolas de Castro Marim recebeu os seus parceiros do projeto Erasmus+ Together we are stronger.

Este projeto desenvolve-se no âmbito da Educação Especial e tem como objetivos o desenvolvimento de competências-chave e aprendizagens no âmbito do comportamento adaptativo e funcional dos alunos com necessidades especiais.

O projeto envolve cinco países – Portugal, Roménia (país coordenador), Polónia, Croácia e Turquia, sendo cada um deles representado, em cada mobilidade, por cinco professores de Educação Especial e cinco alunos com necessidades educativas especiais.

No primeiro dia, os parceiros foram recebidos na escola, com músicas interpretadas por alunos da Escola Básica de Castro Marim. De seguida, degustaram alguns sabores algarvios…

As equipas foram recebidas pela Sra. Vereadora Nélia Mateus, em representação da Sra. Presidente do Município de Castro Marim, Dra. Filomena Sintra.

Aproveitámos a oportunidade para agradecer o apoio do município, o qual foi fundamental para a realização da (segunda) mobilidade do projeto.

Professores e alunos participantes na mobilidade a Castro Marim visitaram o Centro Interpretativo de Castro Marim, assim como o castelo e outros locais de interesse.

Durante toda a semana, os parceiros almoçaram na cantina da Escola Básica de Castro Marim, onde puderam provar pratos típicos portugueses, como o bacalhau à Brás, o arroz de pato e o bife de atum. De realçar o trabalho desenvolvido pela equipa da cozinha, que foi incansável na confeção dos pratos e na receção aos comensais.

Professores e alunos experimentaram ainda um pouco da cultura algarvia, dançando ao som do seu folclore tradicional. 

Naturalmente, a atividade desportiva não foi esquecida. Todos os participantes puderam experimentar dois desportos paralímpicos – o Boccia e o Goal Ball. Nestas atividades agradecemos o apoio de colegas de Educação Física e de uma turma de 9.º ano, que acabou por dar corpo à inclusão, ajudando e participando nos jogos.

Como seria de esperar, seria inconcebível que uma visita ao Algarve não incluísse uma ida à praia. Digamos apenas que a experiência, única para muitos, foi pelo menos emocionante. E não só para as crianças, também para os adultos. Mas quem resiste ao encanto das praias algarvias?

Os deveres elementares de cidadania não foram também negligenciados. E assim, todos ajudaram na recolha de lixo na praia, contribuindo para um ambiente mais limpo e acolhedor, e, claro, dando um importante exemplo à comunidade.

A tecnologia também marcou presença nas atividades oferecidas. E desde já deixamos aqui um público agradecimento ao Museu Zer0, que nos proporcionou um workshop de stop motion. A tecnologia associada ao role play, a quebrar fronteiras e barreiras.

Houve ainda oportunidade de dar asas à criatividade criatividade de cada um. E que melhor instrumento para desenvolver essa criatividade do que esse produto de excelência do nosso concelho que é o sal? Momentos de lazer que foram também momentos de aprendizagem e desenvolvimento de competências.

Num workshop de física, os pequenos cientistas aprenderam ainda a escrever mensagens secretas.

Mas tudo tem um fim.

O jantar de despedida, no Hotel Alcazar, foi o culminar de uma semana de trabalho. E à mesa, num são convívio, reuniu-se a vasta equipa que tornou tudo possível: os nossos parceiros, os alunos que generosa e abnegadamente participaram nas atividades, os docentes implicados nesta mobilidade e, claro, os encarregados de educação.

 O nosso agradecimento aos pais, por todo o apoio que têm prestado. Um agradecimento especial à mãe que nos surpreendeu com uma obra de arte comestível.

Esta visita contou ainda com [mais uma] experiência de uma vida: uma visita ao Zoomarine.

A hora do adeus chegou, inevitavelmente. E nem seríamos portugueses se não sentíssemos aquela ponta de nostalgia que nos assalta sempre na despedida e que, estamos em crer, deixámos uma pouco impregnada na memória dos nossos visitantes.

Mas a sobrepor-se à saudade esteve a sensação reconfortante do dever cumprido.