Começaram hoje os Dias Culturais 2026, subordinados ao tema Construir Comunidade na Diversidade.
Compreensivelmente, nas comunicações de abertura destacaram-se palavras como empatia, solidariedade, respeito e tolerância.
E enfatizou-se a importância da escola como elemento agregador da comunidade, motor indispensável da formação de uma cidadania responsável e atuante.
Elogiaram-se alunos, professores, funcionários e encarregados de educação.
Cumpriu-se, pois, a tradição. De uma forma talvez ritualizada que deixa por vezes a sensação de que tudo decorreria da mesma forma, por pior que fosse a realidade.
E contudo, num silencioso anonimato, pequenos milagres aconteceram dentro de portas, persistem ainda em acontecer dentro de portas.
Como o trabalho desenvolvido por Catarina Gil que, na sequência de uma residência artística, levou um grupo de 90 alunos de diversas turmas do terceiro ciclo a planearem, escreverem, desenharem, pintarem e animarem uma história que resultou num filme tocante de qualidade surpreendente.
Ou o trabalho levado a cabo pelo professor de artes Joaquim Correia, que culminou na exposição A Cor do Beijo, que pode ser apreciada na sala 3 e que explica o processo de criação de um livro tocante, escrito e pintado pelos alunos das turmas do 5º ano.
Nuvens de incerteza obscurecem o horizonte. E não apenas lá fora, em Portugal, na Europa, no mundo.
Mas hoje começaram os Dias Culturais.
Hoje é dia de acreditar. Contra o pessimismo, contra a dúvida, contra a descrença.
Hoje é dia de acreditar. Contra todas as evidências.















