Iniciado o último período, é tempo de, com mais serenidade, revisitar alguns dos momentos marcantes dos Dias Culturais 26. No presente caso, publicamos imagens de uma instalação artística que fez furor. Foi concebida pela professora Cristina Lopes, com o auxílio das turmas do segundo ciclo. Para melhor elucidação, publica-se igualmente a respetiva memória descritiva.







Obra: Instalação artística
Técnica: Crochê; Fada do lar
Materiais: fios de lã, serapilheira, arame, cola branca
O presente projeto foi desenvolvido segundo a metodologia de projeto, tendo sido inicialmente proposto pelos alunos do Clube do Património, que definiram como objetivo a criação de uma instalação artística intitulada “Jardim das Emoções”.
Numa fase inicial, a atividade seria desenvolvida apenas no âmbito deste clube; no entanto, devido ao interesse e potencial pedagógico da proposta, o projeto foi posteriormente alargado às turmas do 2.º ciclo, envolvendo alunos do 5.º e 6.º anos das turmas A, B e C.
A partir do mote da criação da instalação artística, foram explorados diversos conteúdos curriculares nas disciplinas de Educação Visual e Educação Tecnológica, nomeadamente conceitos relacionados com a cor, a estrutura e o conceito de instalação artística enquanto linguagem da arte contemporânea.
O trabalho permitiu aos alunos compreender e experimentar diferentes processos criativos, articulando a expressão artística com a reflexão sobre o espaço e a experiência sensorial.
A instalação “Jardim das Emoções” inspira-se nas tradições culturais ligadas ao têxtil, reinterpretando-as através de uma abordagem contemporânea.
No espaço expositivo, do teto surge uma espécie de chuva de flores, que parece descer em direção ao solo.
Em contacto com o chão, esta chuva simbólica dá origem a pequenos canteiros coloridos, de onde florescem múltiplas flores de diversas cores, formas e texturas.
Estas flores representam metaforicamente a diversidade de emoções e estados de espírito que fazem parte da experiência humana, transformando o espaço num jardim simbólico onde a cor e a forma traduzem sentimentos e vivências.
A composição final procura criar uma experiência visual imersiva, convidando o observador a refletir sobrea relação entre arte, natureza e emoção.
Esta unidade de trabalho foi desenvolvida sob a responsabilidade dos docentes Cristina Lopes e Joaquim Correia, que orientaram os alunos ao longo de todo o processo criativo, promovendo a participação ativa, a experimentação artística e o trabalho colaborativo.
